Precocidade essa é a nota para a conjuntura atual da música pop brasileira, e aqui tenho outro exemplo disso Stephanie Toth, mais uma “adolescente” que literalmente debuta no cenário musical no Brasil. E como é de conhecimento esse povinho que ta aparecendo das categorias de base da música nacional volta-se em sua grande maioria para o folk, e letrinhas em inglês. Isso creio se deve a criação destes novos fenômenos, a sua origem de classe média-alta, no melhor estilo redoma de vidro impenetrável isolado das vivencias mundanas (nada contra é apenas uma constatação), mas isso põem em cheque uma questão crucial, no meu ponto de vista, a expressão da vida e do cotidiano de uma maneira crítica através da arte como um todo, que parece ter sido deixada de lado. Mas vamo parar com as chineladas e vamo fala do som da piá (bem legal por sinal).
A respeito do som da moça, dá pra se ver uma artista ainda em formação apesar de parecer muito mais madura que Malu por exemplo, tanto na voz, no estilo do som (um pouco mais sisudo e cabisbaixo), já ensaiar alguma coisa em português em “inconstante” (aqui é um ponto importante, devido a chatice da nossa língua que geralmente derruba pseudo-artistas, que enrolam só em inglês). Mas entrando mais a fundo no som da moça, suas músicas são muito reflexivas, de certo modo bastante cabisbaixas, a exceção fica por conta de The Size of a Buick, que tem até um pianinho bem maneiro, mas a gravação é meio tosca o que suja bastante a bateria, por exemplo.
Mas em suma o som dela é bem agradável aos ouvidos apesar da aura meio pra baixo, lógico ela precisa amadurecer bastante mas tem futuro. Mas vale a pena e se estiver meio na fossa é uma boa indicação.
http://www.myspace.com/stephanietothmusic
uns videos dela

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