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Não sei se foi só eu que achei mas…

O álbum novo do Kings Of Leon, Only By The Night, tá matando a pau. Esse viado desse vocal cada dia mais afetado. Parece que ele conseguiu deixar sua voz no ponto ideal, tá muito do caramba. Realmente estupendo. Foda.

Um disco redondo, a instrumentação tá bacana, uns baixos bem marcados, tipo em I Want You e 17. Dão um toque todo especial ao seu selecionado. Não sei se eu to loco, mas parece que eles utilizam duas guitarras, enquanto uma fica viajando a outra fica marcando a batida do baixo. Bem bacana mesmo.

Mas os grandes destaques do disco são Use Somebody, Reverly e (parararara, tipo suspense) Sex on Fire é lógicooooo, baita hitzinho. Only by the night é realmente um baita disco e dá pra escutar de dia também, hahaha (piada infame, não precisava).

Então abraço a todos!

Boas enjambradas e até amanhã se dé!

 

Vou falar o que disso? É mais fácil exemplificar. Pensa em fado, música portuguesa de raiz saca? OK! Pega e da uma recauchutada, tipo mete um botox no som, aí da isso.

 

Não entendeu? Escuta. De preferência a música Pequenos Romances que é bem louco.

 

Tem uma coisa que eu acho bem relevante no som deles que são as letras sempre conflituosas, tratando o interior da raça homem, muitas vezes fica beirando o brega, mas eles se salvam bem.

 

Em suma entre a estranheza e a beleza sobra A Naifa!

 

pra completar eles tem três discos, todos com material de arte muito bacana, coeso e conceitual, mostrando a cara da banda.

 

 

Canções Subterraneas, Uma Inocente Inclinação Para o Mal e 3 Minutos Antes da Maré Encher (esse é o melhor)

 

http://www.myspace.com/anaifa  

 

 

Abraço a todos!

Boas enjambradas e até!

Eu pensei em colocar sou ou nós no título deste post sobre o Camelo, mas achei mei piegas, sendo tudo que quero evitar principalmente aqui. Ta! Mas…, o que uma frase do disco do China tem a ver com Camelo? A resposta é Copacabana, nona música do disco “Sou” do Marcelo Camelo, que sem dúvida é uma das mais relevantes do disco.

Eu ia falar do disco mas é impossível não se ater a essa música, Copacabana em seus dois minutos e trinta e quatro é incrível, inebriante, alegre, divertida, e todos os adjetivos que designam o fato do ouvinte permanecer com um sorriso durante a música toda e sua repetição a cada dois minutos e trinta e quatro.

Copacabana é a síntese do que Camelo conseguiu neste disco uma verdadeira obra de MPB, na sua mais pura tradução: Música Popular Brasileira. Popular pois se propõe a viajar por vários terrenos da música brasileira sem cair no clichê e nos elitismos comuns a MPB convencional. Lógico que Sou não é um disco acessível aos ouvidos do grande público brasileiro, mas sem dúvida desvirtua do que se esperava do ex-Hermano, ou seja, aquela coisa básica de banco e violão. Em algumas passagens ele se entrega caindo nessa mesmice, mas em boa parte do disco ele manda muito bem.

Não preciso nem falar que têm Mallu, né? Hã dexa vê tem Humortold e Dominguinhos. Como dito o disco é bacana, e os destaque ficam por conta de Janta (com a Mallu), Menina Bordada e lógico Copacabana. Agora é esperar e escutar o que sai do Amarante e seu Little Joy.

http://www.myspace.com/marcelocamelo

abração a todos!

Boas enjambradas e até!

Só pra completa, ontem de noite quando cheguei em casa dei uma escutada no som dela e reparei um negócio, o som tem algo que eu acho muito bacana. Ele carrega um pouco da vibe das grandes cantoras negras das décadas de 70 e 80, tipo Gloria Gaynor (bem sucinto), Tina Turner (aqui bem marcado).

Ae povo segunda pós eleição, alguns resultados esperados, o clientelismo operando, eleição ganha na cesta básica, mas isso não vem ao caso! vim aca depois de uma breve pausa para meu projeto de monografia. E vamo fala de Santogold, isso a cantora mais hypada do momento. A negona tá com tudo. Vamo bôra!

 

 

 

No mínimo uma viagem, sem noção o disco e o som dessa moça, posso disser que me surpreendi, com a versatilidade e com a vibe de Santogold. Fiquei um pouco receoso, devido a badalação em cima dela, do tipo estrela do Hype. Mas superou todas as expectativas, mantendo uma vibe duca durante todo o disco. Pra cima isso é Santogold.

 

O mais pirado é a coletânea de estilos presentes nesse disco, nota-se claramente influências do som dos anos 80, com um pouco de reggae, ska, dub, rap, música black, um roquizinho meio indie. Na verdade um baita caldeirão de estilos, no melhor estilo antropofágico, regurgitando um disco bem legal que da pra ouvir do começo ao fim, sem parar. É pezinho batendo, cabeça embaladinha pra caba! I believe in Santogold!

 

Antes que eu me esqueça dêem uma olhada no clipe de L.E.S Artistes, que é foooooda. Algo inacreditável de tão pirado e fora do ar, como tudo em Santogold.

sae boas enjambradas, até a próxima.

http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=100106718

ae povo agora acho que vai,quando acabar o projeto de mono, vou me dedicar ao blog!

Retornando, após uma breve pausa. E retornando por motivo de força maior, e ele se chama The Dreamer, disco de estréia de José James. Lançado este ano. E que sem dúvida é uma dos grandes nomes desde 2008, repleto de paradinhas legais e figuras novas (tipo Santogold, Duffy, Sonantes, Três na Massa entre outros).

Mas desenrolando algumas linhas sobre o cara, pode se falar que ele é foda, ou algo por aí. Com uma pose e uma cara de rapper, causa um pouco de desconfiança a quem olha de relance. Porém quando você para pra escutar literalmente, nãooo para. Misturando de forma bem sutil alguns elementos de Rap, com muito Jazz e uma pegada que não o deixa nem ortodoxo demais, nem descamba pra um POP mela cueca.

Tudo no som deste cara é relevante, desde a banda que o acompanha. Principalmente o baixista (Alexi David) que dá um show a parte, com um contrabaixo muito marcado que dá um swing, e um ar muito chinfrudo pro som.

Tenho o costume de colocar pelo mínimo umas duas ou três músicas como destaque do disco. Mas este realmente é impossível. O disco é redondo e dá pra dar uma bela viajada curtindo a voz doce e rouca de José James. Em suma pode curtir que é bom.

Três na Massa

Guiso

Adriana Calcanhoto – Maré

Melody Gardot

Camila Inês

CSS – Donkey (aqui a page do álbum virtual pra baixa de graça o cd) 

Çapit

Santa Cruz

The Datsuns

The Von Bondies

At My Drive In (os três últimos, conheci em um dvd do programa do Julls Holand)

 

Vitor Ramil e Marcos Suzano – Stolepsambatown (injustiça que eu cometi mês passado deixando essa pérola de fora da lista)

 

Cartola (já ia esquecendo consegui a discografia do cartola e é simplesmente foda)

MC5 – Kick Out The Jams live ( puta disco que apesar de velho merece entrar aqui)

Acho que é bem simples:

 

- Céu é Céu e ponto.

 

Sem dúvida alguma ela é a cantora brasileira que melhor consegue marcar o seu espaço, e seu público, se firmando como uma das maiores cantoras de sua geração.

 

Agora com o Sonantes ela continua arrasando e matando a pau. Principalmente em músicas como Miopia (convenhamos que música duca…). Mas vamos parar de falar da Céu e partir pro que interessa que é Sonantes.

 

Estupendo trabalho dessa banda/projeto (utilizei projeto porque não sei se eles vão lançar mais material ou vai parar neste disco) eles conseguem misturam inúmeras influências que passam pelo frevo, música brega, jazz ai seve vai. Viajando um pouco, essa misturança reflete a miscigenação do Brasil.

 

Eles têm uma parada muito bacana que é a total falta de preconceito e a sobra de bom-gosto, que se reflete no que falei acima, na escolha dos temas abordados nas canções.

 

Mas resumindo o que se aproveita do disco é…, vejamos…, bom… Tudo o disco é muito bom, e um detalhezinho a capa, sem noção, a capa deste disco é incrível, um baita de um trabalho gráfico, ainda mais pra quem curte design, limpa, suave e ao mesmo tempo colorida e alegre.

 

Agora pra concluir da pra ver em algumas músicas, uma tendência de ressuscitar a música brega, ou melhor, de dar uma “glamourizada “nela.  Acho que essa tendência vem desde de meados de 2000, quando umas bandas como Mombojó, Otto, Columbia e outros nomes do Indie nacional, lançaram uma homenagem a Odair José.  Além do Sonantes bandas como a Academia da Berlinda (em breve escrevo sobre eles) também “modernizam” o brega.

http://www.myspace.com/sonantes

Lázaro Paz Fanfa